Infelizmente, ainda não conheço a Bahia. Com certeza, vou conhecer um dia e degustarei muito da culinária local. Mas já arrumei meu jeitinho de passear por Salvador sem sair de São Paulo. Sugiro que faça a mesma odisséia: pegue um lindo sábado de sol e vá até o Sotero. Garanto que não irá se arrepender e ficará encantado com tamanha brasilidade.
Localizado em um nobre bairro da cidade, a fachada é simples e nem chama tanto a atenção. Conforme você entra no restaurante é que começa a perceber todo o capricho. As paredes são pintadas com paisagens soteropolitanas, há cadeiras coloridas e, claro, as folclóricas namoradeiras estão por toda parte.

E afinal, o que é que o tabuleiro da baiana tem?!? Vamos ao menu...
Começando pelas bebidas, tomei um suco de Tamarindo. Estava gostoso, mas nada sensacional.
O Hilton tomou a clássica Caipirinha de Limão (com pinga típica, claro) e adorou.
Preparem-se para a quantidade exagerada de entradas que pedimos: Mini-acarajés, Caldinho de Sururu, Caldo de Mocotó e Bolinho de Aipim com Carne de Fumeiro e Requeijão. Todas estavam deliciosas com destaques para o rústico caldo de sururu e os primorosos acarajés.
Um belo sinônimo do acarajé é a perfeição. A lisa massa recheada com o caprichoso vatapá (daqueles com bastante sabor de manteiga de garrafa) e os crocantes camarões secos é de "se comer rezando", ou melhor, agradecendo ao Senhor do Bonfim.
Como nem tudo é perfeito, devo dizer que o atendimento é um pouco deficiente. Algumas atendentes parece que pousaram de pára-quedas naquele instante lá e não sabiam direito nem o que tinha descrito no próprio cardápio. Quando decidimos pedir o prato principal, perguntamos de que era composta a Moqueca Sotero. A moça não sabia responder e nem procurou se informar com alguém. Ainda bem que o chef Rafael Sessenta passou neste momento e nos salvou.
Além de explicar, também nos ofereceu uma pequena cortesia: ao invés de escolher um entre os 3 tipos de acompanhamentos, ele nos mandaria um bucadinho de cada um. Eba, os olhinhos da criança aqui até brilharam... rs!
A moqueca em questão tinha de um tudo, isto é, peixes e frutos do mar demasiadamente frescos. Porém o que mais gostei mesmo foram os acompanhamentos: vatapá, caruru e feijão com leite. Este feijão é realmente impressionante, ele é batido com leite de coco. Lhe parece estranho? Acreditem, é puro deleite. Principalmente pra quem ama uma comidinha agridoce, assim como eu.
Finalizando a comilança, partimos para as sobremesas. Uma delas foi a Cocada Branca. O cravo era proeminente e adicionou valor à cocada, entretanto não foi o nosso doce preferido.
Agora a parte "polêmica" do post: a outra sobremesa saboreada foi a Punheta com Babá de Moça. O nome já é sugestivo, né?!? Não queria nem saber de outra coisa, eu tinha que ver o que era isso de perto. Trata-se de um bolinho de tapioca de crosta crocante com calda de babá de moça e salpicada de canela. Nossa, é indescritível de tão bom. Ah e pela foto dá pra perceber o porquê de seu título, como vocês podem observar! hahahaha
Por fim, devo informar que a conta ficou cara. Só que valeu não somente pela qualidade, mas também pela quantidade do que comemos. Saímos de lá literalmente satisfeitos e felizes!;)
Endereço: Rua Barão de Tatuí, 282, Vila Buarque - São Paulo/SP
Site: não disponível
Média de preço: R$90/pessoa
Data da visita: 28/01/12
