25 de outubro de 2012

Mocotó Restaurante e Cachaçaria

Senhoras & Senhores, Mocotó no blog! Claro que todos já ouviram falar desse restaurante e, evidentemente, ele já foi tema de um post meu (veja aqui). Mas não sei como esse lugar consegue melhorar a cada nova visita, portanto merece mais uma menção neste meu humilde espaço gastrônomico.
Dia 16 de outubro, uma terça-feira "branca" (ou um dia útil, se preferir). Isso mesmo: vá em um dia de branco, pois o Mocotó é disputadíssimo aos finais de semana. Como? Não sei. Dê o seu jeito e não se arrependerá. Ou tenha paciência em um sábado ou domingo.
Todo mundo sabe que a localização é desfavorável (zona norte, bem norte de São Paulo), por isso não visito tanto como eu gostaria (pensando bem, é melhor assim... senão estaria ainda mais gorda, rs). A última vez que estive lá foi em 2010 e, desde então, o ambiente mudou bastante: está mais amplo, organizado e agradável. Ficou um pouco mais "chique", sem perder a identidade. Há quadros com todos prêmios e reportagens nas paredes e a pitoresca e envolvente música nordestina de fundo dá o toque de graça ao local.
Sentamos em uma mesa ao lado do bar e fomos bem atendidos, como é usual. Os garçons são muitos e sempre solícitos, explicam tudo calmamente e era possível ver o famoso chef Rodrigo Oliveira passando pra lá e pra cá. Além disso, o funkeiro Mister Catra almoçava neste dia também. E eu o confundi com o MC Claudinho. Dá pra perceber que entendo mais de comer do que de funk, né?!? Então, vamos ao que interessa...
Iniciemos pelos bebes. Pedimos uma dose de cachaça para degustarmos. Trata-se de uma cachaça premium chamada Weber Hauss: envelhecida em barris de madeiras nobres como Cabriúva e Carvalho e graduação alcoólica 38% vol. Muito boa, não é daquelas cachaças que "rasgam" a garganta. A cervejinha escolhida foi a Colorado Indica, feita com rapadura: forte, encorpada e saborosa.
Eu pedi a Caipirinha Três Limões. Composta pelos limões cravo, taiti e siciliano, a caipirinha ainda levava cravos e açúcar de baunilha. Difícil explicar o sabor surpreendente desta junção, resumidamente: maravilhosa.
Outro drink degustado foi o Maria Bonita (cachaça com cambuci, gim e limão). Achei o nome tão bonito, só faltou o conteúdo estar um pouquinho mais gelado. Estava gostoso e a borda encrustada com sal e pimenta acentuou o sabor da bebida.
De entrada, petiscamos as porções Dadinhos de Tapioca (Cubinhos de tapioca com queijo-de-coalho dourados e servidos com molho de pimenta agridoce)  e Queijo de Coalho com Melado (Porção de queijo dourado na manteiga-de-garrafa, acompanhada de melado de cana). Tudo deliciosamente saboroso, especialmente os dadinhos, um dos meus quitutes favoritos (ainda no caminho, já salivava pensando em comê-ló).

Nos pratos principais, o nosso rega-bofe contou com o legítimo Baião de Dois (o arroz com feijão nordestino que leva queijo-de-coalho, lingüiça, bacon e carne-seca em sua composição). Acompanhava também um Purê de Inhame que estava divino. Outro prato foi a Carne de Sol Assada que é preparada artesanalmente (conforme o graçom nos explicou) e servida com manteiga-de-garrafa, alho assado, pimenta biquinho e chips de mandioca.

Para experimentar uma das novidades do cardápio, escolhemos o Pirarucu Assado com Crosta de Castanha e servida com Vinagrete de Feijão Fradinho e Mandioca Cozida. O tenro peixe saboroso harmonizando com esse vinagrete de feijão e a mandioca molinha era de se comer rezando, ou melhor, agradecendo ao Lampião, Maria Bonita, enfim a todos os deuses do Sertão.
Entre uma garfada e outra, já sonhava com a sobremesa. As opções são excelentes e eu optei pelo primoso Creme Bruleé de Doce de Leite com Umburana. O Hilton escolheu o igualmente delicioso Bolo de Chocolate com Cupuaçu e Castanha-do-Pará.
 
Ainda fechamos o banquete com um bom café espresso. Com o "bucho" cheio e felizes da vida com a tarde deleitosa, pedimos a conta...
 
Como podem ver, a conta ficou cara (estávamos em 4 pessoas e saiu aproximadamente R$86/pessoa). Sim, foi-se o tempo que o Mocotó era a combinação perfeita do Bom&Barato. Mas dá para economizar nos pedidos e enxugar bastante essa conta. É que nós não nos controlamos mesmo e enfiamos o pé na melância, não foi nem na jaca. E acreditem ou não: saímos sem nenhum centavo de arrependimento. A empolgação era tanta que até pedi uma foto com o renomado chef (depois dos drinks, claro...rs), do qual sou realmente fã.
Enfim, isso é o Mocotó: um restaurante onde você se sente confortável, come muito bem, farta-se de alegria e vai embora pensando no dia em que irá voltar!
 
Endereço: Avenida Nossa Senhora do Loureto, 1100, Vila Medeiros - São Paulo/SP
Média de preço: R$85/pessoa
Data da visita: 16/10/12

10 de outubro de 2012

Palácio Tai Chi

Como faz tempo que não dou uma dica nova do ABC, cá estou para falar do chinês Palácio Tai Chi, localizado na cidade de Santo André.
Gostei muito do ambiente. O restaurante é simples, mas bem decorado e agradável. Sentamos ao lado desse lindo jardim recheado de carpas e fiquei tão encantada que tirei várias fotos.
O clima é bastante familiar e seria perfeito se não fosse pelo atendimento ríspido e desrespeitoso. Todos garçons estavam de mau-humor e um deles foi extremamente grosso com o meu pai por várias vezes. Até escutamos esse mesmo garçom falando em alto e bom som: "- Graças a Deus, logo estarei de férias. Não vejo a hora de me livrar disso".
Entendo e concordo que férias é a oitava maravilha do mundo, porém considero que a conduta foi inoportuna e inadequada. É incrível como o comportamento de pessoas irresponsáveis pode destruir com um lugar que poderia ser excelente. Já que a comida é boa.
Tirando esse aborrecimento, a culinária chinesa é executada da forma correta. O cardápio apresenta boas opções e o preço é razoável. O local é parecido com o Kirin de São Bernardo, entretanto os pratos são mais saborosos.


Pedimos o famoso prato Família Feliz e ele estava maravilhoso. E olha que não sou fã do prato, mas esse eu amei e comi um monte. O Arroz-Risoto também é bom.

O Porco Agridoce não era tão bom, faltou abacaxi e o porco estava sem gosto.
De sobremesa, optamos pela Porção Mista de Abacaxi e Banana Caramelizada. O abacaxi apresentava-se azedo e a banana é gostosa.
Na média, a visita foi boa. Abstraindo os problemas no atendimento, o almoço valerá muito a pena pois a cozinha, no geral, é bem feita e surpreendente para a região.

Endereço: Rua Artur Queirós, 112, Bairro Casa Branca - Santo André/SP
Site: não possui
Média de preço: R$50/pessoa
Data da visita: 30/09/12

26 de setembro de 2012

BOS BBQ

Há cerca de 1 mês, surgiu uma ótima novidade no Itaim Bibi: o BOS BBQ. O diferencial do lugar é a preparação da carne. Utilizando o equipamento Pit que assa a carne sem contato direto com o fogo, ou seja, fica cozinhando por horas e horas apenas com a fumaça da lenha.
Mas não é só por isso que o "restaurante-bar" (melhor classificá-lo desta maneira) de estilo texano está fazendo sucesso e causando um verdadeiro burburinho na região. Ele também possui um ambiente claro, arejado e agradabilíssimo. Além disso, o atendimento é rápido e eficiente.
Outro ponto relevante são os molhos que ficam nas mesas para você se lambuzar à vontade. Os Barbecues são feitos na própria casa e realmente apetitosos. O meu preferido foi o Espresso. Preparado com café, o molho agrega sabor forte e torrado às preparações.
Para bebericar, existem drinks que dão água da boca. Como eles são caros, pedi somente um para experimentar. Tomei o Tipsy Bee Sour (Bourbon com limão siciliano, açucar demerara e twist de limão). Bateu como um "oásis no meio do deserto" diante do calor que fazia na ocasião.
Gostei muito do cardápio pois, apesar de apresentar diversas opções, ele é objetivo e consiso. Sem dúvida, a estrela é o porco. Presente na maioria das composições, a carne do porco é preparada de maneira quase artesanal e merece a devida atenção especial.
Sendo assim, pedimos a Costelinha de Porco e os Pastéis Recheados como entradas e não nos arrependemos. Poderia passar o dia inteiro comendo aquela costela que é, disparada, a melhor costela que já comi. Não era necessário fazer esforço algum para livrar a carne do osso. A maciez e o sabor acentuado explode na boca e permanece no paladar.

Seguindo a dica dos meus amigos do Tabeteimasu (que nos acompanhavam em mais esse encontro gastrônomico) que tomaram a Ginger Ale (refrigerante de gengibre) no Japão, degustei a versão do BOS BBQ e curti. Claro que a original deve ser melhor, mas essa me satisfez tranquilamente.
Um dos carros-chefes é o Pulled Pork Sandwich do Pit (corte exclusivo, preparado por 14 horas, desfiado e acompanhado de Cole Slaw). A carne desmanchava na boca e o pão grelhado na manteiga complementou a harmonia do lanche. O molho, a salada e as batatas estavam igualmente perfeitos.
Partindo para a sobremesa, estávamos curiosos em relação aos Milk-Shakes. As combinações são extremamente inusitadas e valeu a pena experimentar, pois são realmente deliciosos e diferentes. Eu escolhi o de Baileys com Nutella. O que era aquilo?!? A Nutella contornava o copo todo e junto com o Baileys ficou sensacional.
Os outros shakes degustados foram o de Bourbon e o Vanilla Brandy (com café). O feito com a bebida Bourbon (um uísque americano destilado a partir do milho) é forte no álcool, porém saboroso e me surpreendeu positivamente.
Como não sou fã de bebidas com café em sua composição (somente do bom e velho cafezinho puro), não simpatizei tanto com o shake de baunilha com café.
Tava tudo muito bom, tudo muito bem. Estávamos em uma mesa animada e ficamos lá conversando por horas. Aliás, taí outro ponto positivo: ninguém ficou no nosso pé para irmos embora logo. Só que como a perfeição não existe... a conta veio e a alegria passou por um momento. O valor para cada paladar foi de aproximadamente 100 reais. Enfim, valeu muito por conhecer e eu amei tudo. Voltaria feliz da vida, se não fosse pelo alto custo!
 
ps.: outro ponto positivo bem legal é que eles oferecem água gratuitamente.
 
Endereço: Rua Pedroso Alvarenga, 559, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Média de preço: R$100/pessoa
Data da visita: 08/09/12
  

18 de setembro de 2012

Govinda & Per Paolo no SPRW

Govinda

Em junho de 2007, tive o prazer de conhecer o indiano Govinda no dia dos namorados. Foi uma noite especial e nós adoramos o lugar. Depois que fiz o blog, sempre ensaiei minha volta para fazer a postagem aqui. Até que esse dia finalmente chegou. Aproveitando a 11º edição do São Paulo Restaurant Week, voltamos ao restaurante na companhia dos amigos queridos Carlos e Denise (do Tabeteimasu).
Quando você entra no restaurante, já se sente teletransportado para a Índia. Há um corredor onde se caminha entre estátuas de elefantes, leões, tigres e deuses. Também encontramos salas e diversos ambientes com móveis e artigos típicos até chegarmos ao salão principal.


O ambiente é tipicamente encantador na sua riqueza de detalhes e decoração característica. Todos esses elementos constituem o clima misterioso, envolvente e mágico. A deliciosa música indiana complementa a sinastria. Bom, sou suspeita para falar pois sou apaixonada por restaurantes diferentes que nos levam a interagir com uma cultura única.
 
 
O atendimento é igualmente eficiente, inclusive para aqueles que buscam pelo menu promocional do SPRW. Eles trazem rapidamente o cardápio week que incluía 6 opções de pratos principais e 2 de sobremesas. Já na entrada, a opção era somente o Pão Nan, molhos especiais e bolinhos.

O nan é o pão mais delicioso que existe (ele é um pão a base de iogurte assado no forno de tandoori), em minha humilde opinião. Só a porção que poderia ser maior, já que estávamos em 4 pessoas(e era a mesma porção de um casal). Os molhinhos também estavam incríveis, bem temperados e agridoces. Os sabores eram os seguintes: Chutney de Manga, de Maça com Uvas Passas, de Berinjela Defumada, Banana com Coco, Leite de Coco com Hortelã e Iogurte com Especiarias e Gengibre. Igualmente saboroso, o bolinho de carne recheado de ovo de codorna deveria ter vindo em quantidade mais generosa.
Para beber, pedimos a Lassi (bebida indiana feita com iogurte e leite de rosas). Simples e refrescante, a bebida acalmou as papilas depois da explosão de pimenta da culinária indiana.
Os pratos principais eram divididos em 6 tipos: carne, carneiro, frango, camarão, peixe e vegetais. A Denise pediu o de camarão, o peixe ficou com o Carlos e o Hilton escolheu o carneiro. Experimentei de todos e elegi o peixe como o melhor. Já o Hilton não gostou tanto do carneiro, mas eu achei gostoso.
Eu optei pelo Chicken Makhanvala (Cubos de peito de frango ao molho de tomates, massala e maça). O frango concentrou bastante o molho e apresentou-se saboroso. Agora, não senti nadinha do sabor da maça. Elas estavam cortadas finas e não acrescentaram o sabor agridoce da maneira que esperava.
O pessoal não curtiu muito a sobremesa, só que eu adorei o Shahi Gulab Jamon (Bolinha de leite reduzido recheado com pistache, castanha de caju, embebida com calda doce e cardamomo). Estava aromático e me apaixonei pela calda.
O Hilton foi o único que pediu o Rasmalai (Bolinhos de queijo indiano cozidos e embebidos em calda de leite adocicada e pistache) e, este sim, achei sem graça.
Finalizamos a refeição com um espresso muito bom.
O Govinda é um restaurante que vale a pena ser visitado pelo seu diferenciado ambiente. E recomendo pedir uma mesa em uma agradável sala (que fica mais reservada), próxima ao toalete. E lá há fotos dos artistas que participaram da novela global "Caminho das Índias".
A comida em si, me agradou mais na primeira visita do que na segunda. Ainda assim, é gostosa e apresenta as características da cozinha indiana. Ou seja, é leve, temperada com variadas especiarias e surpreende por transformar ingredientes triviais em refinados.

Endereço: Rua Princesa Isabel, 379, Brooklin - São Paulo/SP
Site: http://www.govindarestaurante.com.br/
Média de preço: R$60/pessoa
Data da visita: 07/09/12

Per Paolo

Ainda aproveitando a edição do Restaurant Week, eu e Hilton estivemos no Per Paolo da Vila Mariana. Com várias filiais, o restaurante é conhecido por suas massas artesanais. É um local pequeno, mas muito aconchegante e o atendimento é bom. O estranho é ter um toalete unissex e eu, particulamente, acho isso inadequado. A culinária italiana utilizada é aquela mais tradicional, com ingredientes clássicos italianos e conquistou justamente por esse motivo: pelo sabor da simplicidade.
A minha entrada foi a Bruschetta de tomates frescos, mussarela de búfala ao Pesto de manjericão. O pão podia estar menos duro, mas o conjunto estava saboroso.
O Hilton ficou com o Rolinho de Tabule de couve-flor com salada de flores ao molho de limão. Muito gostoso e leve, apresentou-se mais gostosa que a minha entrada.
Já no prato principal, ambos preferimos o meu que foi o Polpetone de frango ao creme Emmenthal gratinado com Tagliolini Paglia e Fieno com tomate fresco temperado. A massa al dente era deliciosa e, juntamente com a cremosidade de queijo e o polpetone bem feito, tornaram o prato surpreendente.
 
A outra escolha foi o Penne com lascas de Filé mignon ao molho de mostarda, Funghi Secci e mel. Estava gostoso, porém achei o molho líquido demais.
Tudo ótimo até chegarem as sobremesas que decepcionaram. Vendo a foto, vocês já entenderão. Por acaso, parecem um Bolo Mousse de chocolate com doce de leite e nozes e Crumble de Banana com farofa de coco, raspas de chocolate e sorvete de baunilha? O sabor era ok, só que o doce é demasiadamente desconstruído.
 
Endereço: Rua França Pinto, 680/Loja 03 - Vila Mariana (dentro do Centro de Conveniência ao lado da Drogaria São Paulo, já virando na travessa da rua)
Média de preço: R$50/pessoa
Data da visita: 13/09/12
 
Restaurant Week
 
Conclusão: É notória a popularização do evento SPRW e, infelizmente, a qualidade caiu com isso. Ainda assim, acho que vale a pena ir em, pelo menos, um restaurante participante no horário do almoço. Pois almoçar em um bom estabelecimento na cidade de São Paulo por R$31,90 é missão impossível nos últimos tempos!